
Vírus
Há meses ouvimos, nos principais meios de comunicação, falar sobre o vírus da gripe suína.
Antes mesmo de chegar ao Brasil este vírus já nos causava medo, agora nos causa pânico, afinal já são muitos os casos de morte no nosso país.
Desde crianças ouvimos falar de doenças físicas, viroses, vacinas, remédios, tratamentos e mais tratamentos em busca de curas.
O que nunca ouvimos falar é que assim como existem as doenças físicas e mentais, existem também as doenças emocionais que estão diariamente nos maltratando internamente. Elas atuam em nosso corpo, em nossa mente, em nossas relações, em nossa casa; enfim, em nossas vidas.
Podemos aqui citar alguns nomes para essas doenças, entre elas: carência, medo, culpa, egoísmo, vaidade, julgamento, mágoa, rancor, senso de justiça, inveja, dentre outras milhares que certamente não caberiam nestas linhas.
Essas doenças emocionais são as principais causas das doenças físicas, já que a doença se instala no corpo emocional – passando antes ou depois pelo corpo mental – e finalmente consegue se materializar instalando-se no nosso corpo físico.
Se fôssemos atrás de resolver as verdadeiras CAUSAS de nossas doenças, certamente evitaríamos até muitas mortes.
Ao contrário de nos interiorizar, buscamos por soluções que possam TEMPORARIAMENTE curar os EFEITOS dessas doenças, porém a CAUSA continua lá viva aguardando por algo que a alimente.
Imaginemos uma pessoa que nutre um sentimento de rancor dentro dela, imaginemos isso ser alimentado dia a dia por meio de pensamentos e sentimentos. Essa CAUSA, neste caso o rancor, está instalado no processo emocional daquela pessoa e ela mesma não se dá conta que o alimenta fazendo com que ele se multiplique, causando assim, sensações e sentimentos cada vez mais densos. Não achando uma cura para este sentimento (que deve partir de nós mesmos através do perdão, por exemplo) nosso sistema de defesa tentar expulsá-lo, porém não acha nenhum ralo, sendo assim, a única forma de colocá-lo para fora é o próprio corpo criando uma doença física, a qual irá expurgar este vírus. Neste momento a NATUREZA proporciona àquele SER uma oportunidade de, por meio da doença, interiorizar-se e refletir sobre aquilo que está dentro. Neste cenário a pessoa é obrigada a deitar, silenciar, ficar quieta, de preferência, sem muitos movimentos externos, então é o momento do DIVINO atuar em nós, já que em nosso dia-a-dia não damos outra chance a ele.
Algumas pessoas podem acordar, outras – após um tratamento físico – voltam ao mundo de ilusão certas de que foram curadas, porém perderam uma grande chance de limpar-se e curar-se verdadeiramente.
Busquemos, então, uma forma de achar dentro de nós esses vírus que atuam negativamente em nossas vidas e em nossas relações.
Optemos pela cura que antecede a doença física, fazendo com que o amor e a fé estejam acima de qualquer coisa.
Oremos e vigiemos.
Dica para leitura: A Linguagem do Corpo I e II – Cristina Cayro
EuSer
euser@uol.com.br
Vida Simples – É possível?
Ao meio de tantos avanços tecnológicos, descobertas resultantes de grandes experiências, misturas de cores, ritmos, culturas e buscas e mais buscas de respostas (que talvez nunca encontremos); penso se é possível viver de forma simples.
Antes de iniciarmos esta resposta, pergunto se realmente sabemos qual é o patamar desta simplicidade a qual me refiro, pois ter uma vida simples nos dias de hoje pode ser mais complicado do que se imagina.
A simplicidade não está fora de nós e sim no nosso interior. Ao fazermos esta escolha estaremos optando por uma forma de vida que não é a realidade da grande maioria das pessoas. Então, se já está claro que buscamos fora de nós (no consumo, nas relações, nas conquistas e etc.) algo que possa suprir o vazio interno, partiremos do princípio que para vivermos de forma simples precisamos ter a certeza que de o “ter” não é capaz de alimentar nossa alma.
Viver de forma simples está longe de viver de forma miserável, suja, desorganizada ou fora de um contexto social; simplicidade é colocarmos em tudo que está a nossa volta uma verdade de existência, de uso, de tempo e estabelecer uma relação simples com o todo, respeitando as essências, os limites e acima de tudo, nos respeitando.
Se pararmos para olhar ao nosso redor veremos quantas coisas estão a nossa volta sem um motivo. Qual a necessidade disso ou daquilo? Será que realmente precisamos disto tudo que acreditamos precisar?
O mundo está mudando, os valores estão mudando e podemos parar agora para fazermos uma avaliação na nossa participação neste TODO.
Devemos simplesmente reciclar o lixo ou pararmos para pensar porque consumimos refrigerantes, alimentos industrializados que geram embalagens, plásticos, poluição e aquecimento global. Podemos pensar em como reutilizar algo antes de jogá-lo no lixo, também podemos pensar em porque temos vinte panelas se as nunca usamos, e porque compramos tantas roupas, perfumes, calçados, aparelhos eletrônicos. Ainda não nos demos conta de que a tecnologia não nos deixa dar o tempo de uso ideal para cada coisa, pois mal compramos já estamos trocando por algo que nos é vendido como “melhor”.
Ainda, aqui, me refiro ao que está fora, me refiro ao consumo, ao que levamos para dentro de nossas casas, quartos, banheiros, armários. Isso já seria um bom começo, mas a simplicidade vai muito além desse bom começo...
Um exemplo de simplicidade interna é pensarmos porque falamos tanto, porque questionamos tanto e, principalmente, porque julgamos tanto...
Porque pensamos no futuro e esquecemos de valorizar a grandeza dos momentos presentes, porque estamos sempre comparando as vidas alheias às nossas, questionando, falando, falando, falando....
Sem dúvida quando conseguirmos olhar ao nosso redor e simplificar tudo que está a nossa volta, a partir daí, entraremos no caminho da simplicidade que nos leva a aos poucos buscarmos menos, necessitarmos menos e aceitarmos o fato de que o futuro é a simplicidade....
Sim, é possível ter uma vida MUITO mais simples.
Silencie e encontre no silêncio a simplicidade.
EuSer

Alma e Ego
Como distinguir a voz do ego e a voz da alma?
Nesta busca infinita, eis um dos passos que considero mais importante.
Certa vez, em uma sessão de terapia perguntei como poderíamos diferenciar estas vozes, e recebi a resposta seguinte que atendia ao patamar de meu entendimento, na época:
- O ego te convence que o prato de feijoada é bem melhor do que um prato de salada, que é o que sua alma quer.
É uma ótima resposta para um entendimento inicial, porém quando você transporta este exemplo para outros campos da vida, a coisa vira uma salada, literalmente.
Aprendi que o ego não é ruim e que não precisamos nos tornar inimigos dele (até porque é isso que ele quer), mas que devemos compreender sua função de proteção extrema.
Mas mesmo entendendo-o precisamos ficar atentos, afinal ele tem a faca e o queijo na mão, pois basta usarmos um de nossos sentidos para que ele surja. Ele está no sabor das coisas, no tato, no cheirar, no olhar e no ouvir. Se pararmos para pensar, chegaremos a conclusão de que ele surge em tudo que é externo, tudo que vem DE FORA PARA DENTRO de nós. E é através dos sentidos que o ego alcança nossa mente e nossas emoções, e por meio de ambos ele nos faz sentir (penso e sinto), nos faz concluir (sinto e penso) para criamos um mundo paralelo em cima das informações enviadas por ele.
O ego é aquela voz que te convence de que você precisa TER para SER, ao contrário da alma que diz para você SER porque o TER vem naturalmente.
Em minha opinião existem três fortes inimigos do ego, são eles: o amor, o silêncio e a consciência do AGORA.
O amor é a grande força do universo, por meio do puro amor incondicional somos capazes de tudo no todo; e seguindo esta linha de raciocínio o amor é capaz de convencer o ego a ir dar uma volta, mas faz isso com amor, é claro.
O silêncio é um senhor poderoso o qual estamos sempre fugindo. Se silenciássemos o tanto que falamos o mundo certamente já seria outro. O silêncio traz o encontro com a alma, pois quando calamos nossa alma fala conosco e é neste ponto que vem a chamada intuição. Neste silêncio verdadeiro e puro, o ego não fala.
Se notarmos, vamos perceber que toda vez que nossa intuição fala ela vem com uma mensagem completa sem muitos questionamentos (o ego que gosta de questionar), e essa mensagem da alma ou intuição (forma da alma falar) não passa pelo mental ou pelo emocional, por isso passa a sensação de verdade, por mais absurda que pareça.
Outra grande pegadinha do ego é trabalhar no tempo, ou seja, ele está sempre trazendo o passado com sentimentos de culpa e arrependimentos, e por outro lado mostra o futuro como incerto, como algo a se ter medo, porém ele NUNCA mostra o presente. E é esse o momento de entrarmos em ação, pois se colocarmos o presente sempre que o ego apresentar o passado ou o futuro, automaticamente ele se dissolve porque ele não pode com o agora.
Pensemos no agora, nos conscientizemos de que o tempo é o agora; e é esse agora que apaga qualquer sentimento do passado e constrói o futuro...
EuSer
euser@uol.com.br

Há anos venho caminhando em busca de respostas a respeito dos grandes mistérios da vida e, principalmente, a respeito dos grandes mistérios que existem em mim...
As formas de buscas são as mais variadas e caminham em torno de religiões, leituras, pessoas, cursos e diversas experiências que os próprios mistérios apresentam.
Não estou aqui para falar de religião, e nem muito menos para impor verdades.
Sou um ser em eterna busca e abro este portal para expor palavras, sentimos, dúvidas e, acima de tudo, me apresentar como um SER.
EU SER
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